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O emprego ideal

14 Out

Se estiverem na mesma situação que eu, uma situação frustrante, não fazem ideia de qual o vosso emprego ideal. Talvez nem tenham uma vocação, pode ser que gostem de várias coisas, em vez de estarem apaixonados apenas por uma. Ou até se conseguem imaginar a trabalhar numa certa área, ou a sonhar com uma certa posição, no entanto não sabem como lá chegar. Estejam onde estiverem, não desesperem, aqui ficam algumas dicas pro-activas para encontrarmos o tal emprego:

  1. Procurar – Seja na Internet, na rua, no jornal, na televisão,  o que importa é saber que ofertas existem. A partir daqui é seleccionar o que realmente desejas e mandar CVs. Para não ficarmos à espera das respostas ou de uma proposta milagrosa que vai mudar a nossa vida, podemos tentar a nossa sorte nuns trabalhos freelance, ou em termos mais populares, uns biscates. Vê em que medida a tua área, ou as tuas capacidades, te podem ajudar a ganhar algum dinheiro. Há vários sites que nos dão informação sobre freelance, inclusive em português. Um engraçado que encontrei recentemente é o diverte-te.com, cujo objectivo é dares a conhecer tudo o que fazes por 5eur (míninmo). Se mesmo assim não conseguires arranjar nada, não te deixes abater com o stress e a pressão, tirando um dia ou dois, ou apenas umas horas, para relaxar: dá um belo passeio, pratica desporto, sai com amigos, senta-te numa esplanada. Aproveita enquanto os dias continuam solarengos. Caso te sintas completamente perdid@, segue o conselho da minha mãe, e cito, “Às vezes só descobrimos o que realmente gostamos depois de experimentar.”. Ou seja, arrisca! Faz isto e aquilo e vê no que te safas, no que te dá prazer, quem sabe talvez encontres um talento escondido.
  2. Meditação – Penso que é escusado relatar todos os benefícios desta prática, cada vez mais divulgada. Eu sei que pode parecer maçador, para não dizer desmotivador, quando damos por nós a seguir pensamentos variados, em vez de do silêncio absoluto e a iluminação qualquer coisa; depois vêm as comichões no corpo, e quanto mais tentamos ignorar mais as sentimos pelo corpo; e a voz que nos diz que isto é uma perda de tempo também não ajuda. Mas hey, se uns conseguem, por que não havemos nós de conseguir? O melhor é começarmos por  tentar praticar um pouco todos os dias diferentes técnicas, para encontrarmos a que se adapta melhor à nossa personalidade. Por exemplo, um dia experimenta-se a típica forma de deitar, focar na respiração, esvaziar a mente; depois, tenta sentar-te num local calmo, sem distracções, e observa os pensamentos que surgem; ou coloca uma pergunta e acredita que, mais tarde ou mais cedo, a resposta chega; e, a minha preferida, põe em prática a visualização. Vê-te feliz, com um trabalho que te preencha e conceda estabilidade financeira, esmera-te nos detalhes positivos. Mesmo que não saibas qual o emprego que desejas, foca-te na ideia de ter um e vai incluindo pormenores. Se tiveres algo em vista, tanto melhor!
  3. Erra – O medo de errar impede-nos muitas vezes de conseguir uma vida melhor. Eu que o diga! Estamos tão habituados a associar o erro com castigo, desilusões e vergonha que evitamos ao máximo errar. Pois, o pior é que experimentar, descobrir, evoluir e aprender só se conseguem com alguns erros pelo caminho. E só quando percebermos isso e tivermos a capacidade de nos perdoar é que seremos capazes de seguir caminho para a nossa felicidade. É preciso coragem para errar, mas acredito sinceramente que é mais verdadeiro aquele que erra e assume, do que aquele que se ilude com a perfeição.
  4. Pede ajuda - Por mais difícil que seja admitir, todos precisamos de ajuda ao longa da vida. E pedir conselhos, seja a familiares, amigos, ou até a profissionais, pode ser o empurrão que falta para conseguirmos o que queremos. Além do mais, diferentes pontos de vista ajudam a avaliar que caminho devemos seguir e a esclarecer dúvidas. Para quem tenha muitas dificuldades neste passo (eu!) o melhor é começar devagarinho. Primeiro, admitir para nós mesmos que a barreira que nos impede de nos apoiarmos em alguém está lá, depois questionando as suas razões, será que me sinto vulnerável? O próximo passo será desabafar com aquela pessoa que nos põe mais à vontade e logo teremos reunido a coragem para pedir ajuda. Mas lembrem-se, no final, o que conta é a vossa decisão pessoal, apliquem o ponto dois e sigam o vosso instinto.

E vocês, têm mais alguma dica para me dar?

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