Perturbações, a estabilidade começa em nós

15 Out

por Admond em Flickr

Aqui há uns tempos, li uma notícia a informar que cerca de 25 mil raparigas portuguesas sofrem de algum tipo de distúrbio nos comportamentos alimentares. Estes dados aplicam-se somente a jovens entre os 12 e os 23 anos e, embora todas estas pesquisas sejam importantes para o desenvolvimento de terapias, é necessário começar a alargar os números. Sempre que decidimos restringir os dados a uma certa faixa etária e a um determinado sexo, estamos a contribuir para a acentuação do tabu nos que não se incluem nos “testes”. Ora, imaginem que são uma mulher de 40 anos a ler no jornal o perigo desta doença nas jovens, se fosse eu culpava-me por ser tão fraca, “Já não tenho idade para isto. Estrago a minha vida e a dos outros por me comportar como uma miúda.”. E não nos podemos esquecer do sexo masculino, jovem ou adulto. Lá por existir um padrão feminino não significa que eles não caiam nas malhas da doença, na verdade são cada vez mais os homens que começam a desenvolver estes distúrbios. Os comentários que empurram os problemas alimentares para uma “cena de miúdas” estão completamente desactualizados, são ignorantes, perigosos e deixam-me irritada.

Outro aspecto que me deixa, não irritada, mas profundamente triste, é a sua banalização. Não fico chateada porque percebo a linha “lógica” daqueles que não encaram a comida como fuga dos problemas. Infelizmente, estas pessoas também não admitem outras formas auto-destrutivas e de dependência, tal como o alcoolismo, a droga, a auto-mutilação, o abuso do sexo, entre outros. E pior, muitas sofrem com um destes problemas, quando não mais do que um, pois acontece uma mente perturbada refugiar-se seja onde for, mas entram num estado de negação inflexível. Mas aqui, e desculpem lá, continuo a culpar-nos a todos. Isto porque fomos nós que criámos a ligação entre perturbação mental com loucura, e quem é que quer ser apontado como louco? O maluquinho da aldeia é sempre ostracizado.

Como em tudo, as coisas só não mudam se não quisermos, e se continuarmos a agir como vítimas incompreendidas pelo mundo, cujo melhor que temos a fazer é ficar caladinhos sobre as nossas dificuldades não vamos a lado nenhum. Eu sei muito bem o quão difícil é simplesmente dizer em voz alta, para nós mesmos, os actos estranhos a que cedemos na nossa privacidade, então para outrem nem vos conto. No entanto, está mais que na altura de enfrentarmos os medos, pois só então estaremos a contribuir para uma sociedade mais liberal a longo prazo, para não falar dos benefícios que usufruímos ao admitir qualquer que seja a nossa perturbação e/ou dependência. Se não somos capazes de defender a nossa sanidade perante os que nos julgam, dificilmente alcançamos a estabilidade mental que procuramos. Além do mais, não tenho dúvida de que todos os que apontam o dedo ou não procuram entender o outro, de alguma forma, precisam igualmente de ajuda.

por Giantenshi em Flickr

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Trança

14 Out

Fiz umas tranças à noite para ver como ficava o cabelo no dia seguinte. Gostei das tranças, mas não gostei do resultado sem elas ahah

Duas tranças

O meu cabelo já tem os seus jeitos naturais, as tranças realçaram-os.

Aqui já eu tinha posto um creme para domar o frisado das tranças

Acham que devo usar tranças mais vezes??

    PS - Desculpem o caos no plano de fundo das fotografias! C’est la vie!

    PS 2 – Aqui fica a prova da minha imbecilidade, fiz 2 pequenos filmes acidentalmente, pensava eu que estava a tirar fotos. Divirtam-se a gozar comigo:

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O emprego ideal

14 Out

Se estiverem na mesma situação que eu, uma situação frustrante, não fazem ideia de qual o vosso emprego ideal. Talvez nem tenham uma vocação, pode ser que gostem de várias coisas, em vez de estarem apaixonados apenas por uma. Ou até se conseguem imaginar a trabalhar numa certa área, ou a sonhar com uma certa posição, no entanto não sabem como lá chegar. Estejam onde estiverem, não desesperem, aqui ficam algumas dicas pro-activas para encontrarmos o tal emprego:

  1. Procurar – Seja na Internet, na rua, no jornal, na televisão,  o que importa é saber que ofertas existem. A partir daqui é seleccionar o que realmente desejas e mandar CVs. Para não ficarmos à espera das respostas ou de uma proposta milagrosa que vai mudar a nossa vida, podemos tentar a nossa sorte nuns trabalhos freelance, ou em termos mais populares, uns biscates. Vê em que medida a tua área, ou as tuas capacidades, te podem ajudar a ganhar algum dinheiro. Há vários sites que nos dão informação sobre freelance, inclusive em português. Um engraçado que encontrei recentemente é o diverte-te.com, cujo objectivo é dares a conhecer tudo o que fazes por 5eur (míninmo). Se mesmo assim não conseguires arranjar nada, não te deixes abater com o stress e a pressão, tirando um dia ou dois, ou apenas umas horas, para relaxar: dá um belo passeio, pratica desporto, sai com amigos, senta-te numa esplanada. Aproveita enquanto os dias continuam solarengos. Caso te sintas completamente perdid@, segue o conselho da minha mãe, e cito, “Às vezes só descobrimos o que realmente gostamos depois de experimentar.”. Ou seja, arrisca! Faz isto e aquilo e vê no que te safas, no que te dá prazer, quem sabe talvez encontres um talento escondido.
  2. Meditação – Penso que é escusado relatar todos os benefícios desta prática, cada vez mais divulgada. Eu sei que pode parecer maçador, para não dizer desmotivador, quando damos por nós a seguir pensamentos variados, em vez de do silêncio absoluto e a iluminação qualquer coisa; depois vêm as comichões no corpo, e quanto mais tentamos ignorar mais as sentimos pelo corpo; e a voz que nos diz que isto é uma perda de tempo também não ajuda. Mas hey, se uns conseguem, por que não havemos nós de conseguir? O melhor é começarmos por  tentar praticar um pouco todos os dias diferentes técnicas, para encontrarmos a que se adapta melhor à nossa personalidade. Por exemplo, um dia experimenta-se a típica forma de deitar, focar na respiração, esvaziar a mente; depois, tenta sentar-te num local calmo, sem distracções, e observa os pensamentos que surgem; ou coloca uma pergunta e acredita que, mais tarde ou mais cedo, a resposta chega; e, a minha preferida, põe em prática a visualização. Vê-te feliz, com um trabalho que te preencha e conceda estabilidade financeira, esmera-te nos detalhes positivos. Mesmo que não saibas qual o emprego que desejas, foca-te na ideia de ter um e vai incluindo pormenores. Se tiveres algo em vista, tanto melhor!
  3. Erra – O medo de errar impede-nos muitas vezes de conseguir uma vida melhor. Eu que o diga! Estamos tão habituados a associar o erro com castigo, desilusões e vergonha que evitamos ao máximo errar. Pois, o pior é que experimentar, descobrir, evoluir e aprender só se conseguem com alguns erros pelo caminho. E só quando percebermos isso e tivermos a capacidade de nos perdoar é que seremos capazes de seguir caminho para a nossa felicidade. É preciso coragem para errar, mas acredito sinceramente que é mais verdadeiro aquele que erra e assume, do que aquele que se ilude com a perfeição.
  4. Pede ajuda - Por mais difícil que seja admitir, todos precisamos de ajuda ao longa da vida. E pedir conselhos, seja a familiares, amigos, ou até a profissionais, pode ser o empurrão que falta para conseguirmos o que queremos. Além do mais, diferentes pontos de vista ajudam a avaliar que caminho devemos seguir e a esclarecer dúvidas. Para quem tenha muitas dificuldades neste passo (eu!) o melhor é começar devagarinho. Primeiro, admitir para nós mesmos que a barreira que nos impede de nos apoiarmos em alguém está lá, depois questionando as suas razões, será que me sinto vulnerável? O próximo passo será desabafar com aquela pessoa que nos põe mais à vontade e logo teremos reunido a coragem para pedir ajuda. Mas lembrem-se, no final, o que conta é a vossa decisão pessoal, apliquem o ponto dois e sigam o vosso instinto.

E vocês, têm mais alguma dica para me dar?

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Deixem a onda de amor entrar

13 Out
Wave of Love
Por vezes somos inundidos por uma súbdita onda de amor.

Nem sempre percebemos de onde veio, simplesmente sentimo-nos cheios de um amor profundo, fácil, como se fosse a coisa mais certa a sentir. Claro que a vida não é  feita apenas de amor, todos nós sabemos que existe sempre o oposto, mas há que cultiva-lo, procurar por ele e ter a certeza que o merecemos. Esta noite agarrei-me ao abraço carregado de amor que a minha pequena irmã me deu, retribuindo-lhe.

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