Não precisas de um herói, príncipe encantado ou de um homem fantasia. Tu bastas para ser feliz e conquistar o mundo. É só acreditares.
Etiquetas:coragem, desenvolvimento pessoal, positivismo, sonhos
Não precisas de um herói, príncipe encantado ou de um homem fantasia. Tu bastas para ser feliz e conquistar o mundo. É só acreditares.
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Etiquetas:deslize, distúrbios alimentares, força, liberdade, recaída
Depois de pedir opinião a pouquíssimas pessoas e de uma breve e superficial pesquisa, resolvi inscrever-me na Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Isto é, a tal formação que permite obter o CCP (antigo CAP), o qual nos torna aptos para a profissão de Formador. A primeira aula, correu bem – até áquela parte em que percebi que neste curso vou ter de sair completamente da minha zona de conforto. Sim, sim, eu sei o quão benéfico é para o nosso desenvolvimento pessoal enfrentar medos e desafios, mas…
Basicamente, vou ter de falar sobre um tema à escolha durante 10 minutos, tentando cativar o grupo enquanto sou filmada. Já amanhã. Eu sei que tive 4 dias inteiros para me dedicar à coisa, no entanto já são 21h e ainda não fiz na-da. Não consigo evitar recodar-me dos tempos de faculdade, quando me refugiava no quarto, entre comida e filmes, fugindo à responsabilidade típica do estudante. Não sei se são os meus maus hábitos de fuga, se a TPM (provavelmente ambos), mas aqui estou eu, com ataques devoradores, a mente meio entorpecida e sem nada adiantado.
Já pensei em não ir mais, mas paguei quase 300eur e sei que tenho de encarar estes obstáculos (tenho mesmo??).
Creio que o mais difícil é ter a confiança ingénua de falar sobre um tema e acreditar que o público não me vai julgar. Bem, provavelmente julgamentos vão passear em cada mente presente, mas isso é normal, certo? Eu própria o faço, sem malícia. De facto, a minha tendência é pegar no lado pessimista: acho que todos me vão achar burra, analfabeta inculta e, ainda, gorda e feia. Como é que uma pessoa supera estas crenças?! Pois, sim, enfrentando, fazendo, indo, apresentando…whateveeeer! A teoria é fácil, agora arranjar a irreverência positiva de acreditar em mim e aceitar-me, reconhecendo qualidades e defeitos, independentemente do que os outros pensam – ou possam pensar – sobre mim, é que é um processo mais complicado.
Apesar de tudo, não se preocupem. Esta noite, não importa a hora a que acabe, vou dar o meu melhor num trabalho à última da hora, e amanhã, acreditar que tudo é possível.
Etiquetas:binge eating, medos, refúgio, TPM, zona de conforto
Estas coisas acontecem assim, sem aviso prévio. De um momento para o outro, telefonam-me para dar aulas de Inglês no âmbito das actividades de enriquecimento curricular, para as turmas do 2º e 4º anos. Sem experiência, vou ter de pegar no material do professor que vou substituir, “estudar” a matéria a dar e aprender por mim mesma a ser professora. Tenho a certeza que os meus novos colegas – nem acredito que estou a usar a palavra “colegas” para me referir a professores – se vão disponibilizar para qualquer ajuda que precise. No entanto, a parte de ter de encarar um grupo de crianças de uma só vez e tentar ensinar-lhes algo é assustadora.
Desde o lidar com crianças, ao organizar a matéria, passando pela descoberta da melhor forma de cativar e ensinar os miudos, sinto-me completamente à nora. Mas, se um grupo de professores que tem como sede uma sala com azulejos brancos de cozinha, numa antiga escola primária, conseguiu sobreviver e adaptar-se, a coisa não deve ser assim tão difícil. Naturalmente que, com 24 anos, sou mais do que capaz de ensinar algo a uma criança. Além do mais, ao fim do dia certamente eles já terão gasto grande parte da vitalidade tão própria nestas idades. Agora só tenho de me manter o mais calma possível até segunda-feira. Desejem-me sorte.
The enemy is fear. We think it is hate; but, it is fear.
Gandhi
O medo. Aquele sentimento que nos paralisa, colocando a nossa vida em modo pendente durante um determinado período de tempo – desde uns meros segundos a meses, anos… Devido ao medo não tomamos riscos, não experimentamos coisas novas e muito menos chegamos a descobrir que somos. É o medo que te leva a refugiar naqueles padrões que tanto te queixas – sejam eles drogas, rotinas, tarefas, relações – pois tens medo do que pode acontecer ao quebrares com os velhos hábitos. Claro, o medo não é o único factor, mas se fores capaz de o ultrapassar, terás dado um passo importantíssimo para o teu bem-estar e felicidade.
Cá eu tenho muitos medos! E sei que são estes, e desculpem lá o termo, estupores que me atagonizam e retêm em estados de insatisfação, depressão e irritabilidade. No entanto, eu quero mais, e para isso tenho de os ultrapassar. Não me parece uma tarefa fácil, mas estou disposta a ocupar um pouco do meu tempo todos os dias para o conseguir. Criei um exercício, baseado nalguns artigos e livros que li, e convido quem quiser a participar. Atenção, não precisam de percorrer os passos todos num só dia (não me parece muito eficaz), vamos antes levar o tempo que for preciso, todos temos medos diferente e uns mais difíceis de assumir e analisar que outros. Portanto, aqui fica:
1º Passo – Faz uma lista de todos os teus medos
Não há limites, escreve as situações que te assustam e o que achas que te leva a agir de certa forma. No meu caso, o que me leva a ter um comportamento compulsivo na alimentação.
2º Passo – Descreve os medos
Em cada tópico sê o mais detalhado possível, isto é, por que razão tens medo, como te sentes, como ages, etc.
3º Passo – Para cada um pensa no pior cenário possível
Esta aprendi com Chris Guillebeau, cuja forma de viver é inspirdadora. Em cada medo que escreveste pensa no pior cenário que pode acontecer: magoaste alguém? Há alguma morte ou calamidade mundial envolvida? Se não, talvez possas arriscar e o mais provável é aprenderes e ganhares experiência. Talvez, mais tarde se torne uma boa história para contar, quiça ajudar alguém na mesma situação.
4º Passo – Assumir os medos
Esta é difícil. Temos tendência em guardar os nossos receios a sete chaves, muitas vezes até os ignoramos custe o que custar – eu tenho o vício de comer até não sentir mais nada a não ser indisposição física e culpa pelo descontrolo. Eh! Maus hábitos…
5º Passo – Ultrapassa medo a medo
Como? Com calma e dia-a-dia. Faz algo para ultrapassar esse medo, levando o tempo que precisares, uma conquista de cada vez e apenas segue para outro tópico quando te sentires tão à vontade com um medo que já não lhe possas chamar de medo!
Boa Sorte!!
Etiquetas:conquistas, exercícios, medos
Estava eu de bom humor, convicta do meu processo de recuperação, quando tenho uma compulsão. Isto foi na terça-feira passada, dia 18, depois de um dia passado com bom humor, à noite dou por mim a enfiar na boca, rapidamente e às escondidas, tudo o que conseguisse, enquanto a minha mente repetia, num loop familiar:
Quem sofre de distúrbios alimentares, nomeadamente de compulsões (também conhecidas como “binge eating disorder” ou “compulsive overeating”, as quais têm algumas diferenças embora ambas consistam no conforto ilusório e no entorpecimento fornecido pelo excesso), sabe a dificuldade no simples acto de parar. Acontece a todos um acesso de gula que leva ao excesso uma vez por outra, mas nesse caso/nessas pessoas, quando decidem parar, param. E até podem ficar desiludidos pela “fraqueza” durante algum tempo, mas rapidamente esquecem o episódio. Quando se tem um acto compulsivo é como experienciar uma necessidade extrema de encher, encher para lá do desconforto; continuar a encher mesmo depois do corpo protestar; e continua até ser fisicamente impossível engolir mais uma migalha que seja.
Bem, eu já tive episódios bem piores que este de terça-feira, mas este originou uma crise de choro que, apesar de me sentir embaraçada na altura, creio ter sido benéfica. Normalmente fecho-me, meio drogada, a culpar-me, a rebaixar-me, a castigar-me, e por vezes até choro – choro de raiva e ódio por mim mesma, um grande erro. Desta vez, o meu coração disparou com a ansiedade acumulada e não aguentei ficar sozinha, precisava de alguém, e quem melhor que a mãe?
Foi importante desabafar. Uma das minhas maiores dificuldades é admitir para alguém que estou mal, pois sinto-me exposta, indefesa, vulnerável. Enfim, é aterrador. E é aqui que entra o lado positivo da compulsão. Todo o comportamento alimentar anormal é uma manifestação de algo mais profundo, e por isso passo a encarar as minhas “crises” como mensagens de amor do meu próprio corpo. Sim, claro, na altura quero morrer e sinto-me, desculpem, na merda. Todavia, prefiro aceita-las, analisa-las e agradecer a mensagem, já que só assim consegui pôr a vergonha de parte durante uns momentos e, entre as lágrimas, dizer a alguém que sim, sinto um vazio.
Na verdade, o choro voltou de manhã. Não chegou admitir o vazio e a falta de objectivos, e eu sabia disso. Assim, desta vez através do chat virtual (melhor que nada) lá revelei outro medo: o de sair da zona de conforto, isto é, deixar a casa, a vida segura e encarar o mundo. Por mais que custe estar longe daqueles que amamos e nos amam, por mais que custe enfrentar o medo de falhar, o pior que faço a mim mesma é permanecer nesta quase fobia social. Além do mais, tenho vontade de amar o mundo inteiro. <3
E no dia seguinte continuei a ouvir o meu corpo, e a comer sempre que ele me pedia.
Hoje sinto-me renovada, com a caminhada pela praia na companhia da Nina, que afugentou gaivotas e às tantas se perdeu
Etiquetas:binge eating, comida, compulsão, cura, distúrbios alimentares, eating disorders
Eu acredito que é possível. Tenho de acreditar, caso contrário jamais irei alcançar a liberdade que desejo, a vida fantástica cheia de conquistas, desenvolvimento pessoal e, claro, diversão! E isto não são planos para o futuro, não é um adiar do que vou viver, mas que não posso viver enquanto estiver doente. Porque eu não estou doente, eu estou em recuperação. Acho que iniciei o meu processo de libertação na primeira vez que procurei alguma forma de viver melhor, sem obsessão em relação a comida e corpo. Já foi há uns bons anitos, acreditem, e desde então tenho tido tantas recaídas que já lhes perdi a conta. Depois de um breve período de convicção, uma alimentação equilibrada e aceitação do meu corpo, algo quebrava o ritmo e eu regressava aos velhos hábitos: ora comia compulsivamente, ora restringia o consumo calórico; ora engordava, ora emagrecia.
Aqui ficam alguns acontecimentos que me levavam de novo para doença:
Já várias vezes me convenci de que estas recaídas reflectem incapacidade em ter uma relação natural com a comida, ou seja, que estaria sempre presa a estes comportamentos perigosos e a viver consoante o meu ciclo:
Também já me tentei convencer, várias vezes, que esta é simplesmente a minha forma de ser, aceita-lo e viver passando de um extremo para o outro continuamente.
Mas, a sério? Quero mesmo continuar a obcecar sem parar sobre comida? Quero mesmo ocupar todos os meus pensamentos com o que vou ou não comer, gastar toda a minha energia em estratégias para evitar comida ou contacto social e deixar que a minha vida seja guiada pela comida? Vou mesmo fechar-me no quarto a chorar com nojo de mim mesma ou assumir o meu lado de “cabra” aos que mais amo, só porque acho que estou demasiado horrível para que me vejam e/ou falem comigo?
Acho que não. Acho que já chega. Acho que ninguém merece viver assim, e eu não sou excepção.
Eu agora sei que não me preciso de preocupar com recaídas, fazem parte, pois estou a descobrir quem eu sou realmente, estou a deixar ir a identidade baseada nos distúrbios alimentares e a aprender a ouvir o meu corpo. E a verdade é que a cada dia que passa estou um pouco melhor. Não tenho tido compulsões, embora alguns excessos (normal, eu estou a aprender a ouvir o meu corpo e o meu corpo está a aprender a confiar em mim, que vou alimentá-lo) e, infelizmente, ainda muitos pensamentos sobre dietas, compulsões e gorda vs magra. No entanto, não tenho agido de acordo com estes pensamentos, assumo que os tenho e deixo-os desaparecer.
Espero que todos os que lerem isto e que se sintam presos nalgum comportamento auto-destrutivo, sejam transtornos alimentares ou outra coisa qualquer, tenham esperança. Se não acreditam em nada, acreditem em vocês e na vossa capacidade de ultrapassar tudo, conquistar tudo e em ser feliz.
peace, love and lots of fun
Etiquetas:aceitação, distúrbios alimentares, liberdade, recuperação
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