Não precisas de um heró…

10 Fev

Não precisas de um herói, príncipe encantado ou de um homem fantasia. Tu bastas para ser feliz e conquistar o mundo. É só acreditares.

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Tudo bem. Respira. Foram umas fatias de salame a mais e um deslize nos doces. Calma, não precisas de atacar o resto do frigorífico. Respira e volta a ouvir o teu corpo.

10 Fev

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Onde raio é que me fui meter…

5 Fev

Depois de pedir opinião a pouquíssimas pessoas e de uma breve e superficial pesquisa, resolvi inscrever-me na Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Isto é, a tal formação que permite obter o CCP (antigo CAP), o qual nos torna aptos para a profissão de Formador. A primeira aula, correu bem – até áquela parte em que percebi que neste curso vou ter de sair completamente da minha zona de conforto. Sim, sim, eu sei o quão benéfico é para o nosso desenvolvimento pessoal enfrentar medos e desafios, mas…

    pôr-me a dar uma sessão de 10 minutos logo na segunda aula??!

Basicamente, vou ter de falar sobre um tema à escolha durante 10 minutos, tentando cativar o grupo enquanto sou filmada. Já amanhã. Eu sei que tive 4 dias inteiros para me dedicar à  coisa, no entanto já são 21h e ainda não fiz na-da. Não consigo evitar recodar-me dos tempos de faculdade, quando me refugiava no quarto, entre comida e filmes, fugindo à responsabilidade típica do estudante. Não sei se são os meus maus hábitos de fuga, se a TPM (provavelmente ambos), mas aqui estou eu, com ataques devoradores, a mente meio entorpecida e sem nada adiantado.

Já pensei em não ir mais, mas paguei quase 300eur e sei que tenho de encarar estes obstáculos (tenho mesmo??).

Creio que o mais difícil é ter a confiança ingénua de falar sobre um tema e acreditar que o público não me vai julgar. Bem, provavelmente julgamentos vão passear em cada mente presente, mas isso é normal, certo? Eu própria o faço, sem malícia. De facto, a minha tendência é pegar no lado pessimista: acho que todos me vão achar burra, analfabeta inculta e, ainda, gorda e feia. Como é que uma pessoa supera estas crenças?! Pois, sim, enfrentando, fazendo, indo, apresentando…whateveeeer! A teoria é fácil, agora arranjar a irreverência positiva de acreditar em mim e aceitar-me, reconhecendo qualidades e defeitos, independentemente do que os outros pensam – ou possam pensar – sobre mim, é que é um processo mais complicado.

Apesar de tudo, não se preocupem. Esta noite, não importa a hora a que acabe, vou dar o meu melhor num trabalho à última da hora, e amanhã,  acreditar que tudo é possível.

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Não interessam tamanhos, formas, cicatrizes. Só mesmo o quanto amas e tratas o teu corpo. <3 Love your body

3 Fev

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Uma nova aventura

23 Jan

   Estas coisas acontecem assim, sem aviso prévio. De um momento para o outro, telefonam-me para dar aulas de Inglês no âmbito das actividades de enriquecimento curricular, para as turmas do 2º e 4º anos. Sem experiência, vou ter de pegar no material do professor que vou substituir, “estudar” a matéria a dar e aprender por mim mesma a ser professora. Tenho a certeza que os meus novos colegas – nem acredito que estou a usar a palavra “colegas” para me referir a professores – se vão disponibilizar para qualquer ajuda que precise. No entanto, a parte de ter de encarar um grupo de crianças de uma só vez e tentar ensinar-lhes algo é assustadora.

    Desde o lidar com crianças, ao organizar a matéria, passando pela descoberta da melhor forma de cativar e ensinar os miudos, sinto-me completamente à nora. Mas, se um grupo de professores que tem como sede uma sala com azulejos brancos de cozinha, numa antiga escola primária, conseguiu sobreviver e adaptar-se, a coisa não deve ser assim tão difícil. Naturalmente que, com 24 anos, sou mais do que capaz de ensinar algo a uma criança. Além do mais, ao fim do dia certamente eles já terão gasto grande parte da vitalidade tão própria nestas idades. Agora só tenho de me manter o mais calma possível até segunda-feira. Desejem-me sorte.

 

Medos

16 Jan

The enemy is fear. We think it is hate; but, it is fear.
Gandhi

O medo. Aquele sentimento que nos paralisa, colocando a nossa vida em modo pendente durante um determinado período de tempo – desde  uns meros segundos a meses, anos… Devido ao medo não tomamos riscos, não experimentamos coisas novas e muito menos chegamos a descobrir que somos. É o medo que te leva a refugiar naqueles padrões que tanto te queixas – sejam eles drogas, rotinas, tarefas, relações – pois tens medo do que pode acontecer ao quebrares com os velhos hábitos. Claro, o medo não é o único factor, mas se fores capaz de o ultrapassar, terás dado um passo importantíssimo para o teu bem-estar e felicidade.

Cá eu tenho muitos medos! E sei que são estes, e desculpem lá o termo, estupores que me atagonizam e retêm em estados de insatisfação, depressão e irritabilidade. No entanto, eu quero mais, e para isso tenho de os ultrapassar. Não me parece uma tarefa fácil, mas estou disposta a ocupar um pouco do meu tempo todos os dias para o conseguir. Criei um exercício, baseado nalguns artigos e livros que li, e convido quem quiser a participar. Atenção, não precisam de percorrer os passos todos num só dia (não me parece muito eficaz), vamos antes levar o tempo que for preciso, todos temos medos diferente e uns mais difíceis de assumir e analisar que outros. Portanto, aqui fica:

1º Passo – Faz uma lista de todos os teus medos

Não há limites, escreve as situações que te assustam e o que achas que te leva a agir de certa forma. No meu caso, o que me leva a ter um comportamento compulsivo na alimentação.

2º Passo – Descreve os medos

Em cada tópico sê o mais detalhado possível, isto é, por que razão tens medo, como te sentes, como ages, etc.

3º Passo – Para cada um pensa no pior cenário possível

Esta aprendi com Chris Guillebeau, cuja forma de viver é inspirdadora. Em cada medo que escreveste pensa no pior cenário que pode acontecer: magoaste alguém? Há alguma morte ou calamidade mundial envolvida? Se não, talvez possas arriscar e o mais provável é aprenderes e ganhares experiência. Talvez, mais tarde se torne uma boa história para contar, quiça ajudar alguém na mesma situação.

4º Passo – Assumir os medos

Esta é difícil. Temos tendência em guardar os nossos receios a sete chaves, muitas vezes até os ignoramos custe o que custar – eu tenho o vício de comer até não sentir mais nada a não ser indisposição física e culpa pelo descontrolo. Eh! Maus hábitos…

5º Passo – Ultrapassa medo a medo

Como? Com calma e dia-a-dia. Faz algo para ultrapassar esse medo, levando o tempo que precisares, uma conquista de cada vez e apenas segue para outro tópico quando te sentires tão à vontade com um medo que já não lhe possas chamar de medo!

Boa Sorte!!

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Compulsão, choro e sabedoria

20 Out

Estava eu de bom humor, convicta do meu processo de recuperação, quando tenho uma compulsão. Isto foi na terça-feira passada, dia 18, depois de um dia passado com bom humor, à noite dou por mim a enfiar na boca, rapidamente e às escondidas, tudo o que conseguisse, enquanto a minha mente repetia, num loop familiar:

  • Não vale a pena parar, eu sou uma desgraça.
  • Já estou gorda, mais vale comer tudo.
  • Eu amanhã não como nada, e depois passo os dias seguintes de dieta.

Quem sofre de distúrbios alimentares, nomeadamente de compulsões (também conhecidas como “binge eating disorder” ou “compulsive overeating”, as quais têm algumas diferenças embora ambas consistam no conforto ilusório e no entorpecimento fornecido pelo excesso), sabe a dificuldade no simples acto de parar. Acontece a todos um acesso de gula que leva ao excesso uma vez por outra, mas nesse caso/nessas pessoas, quando decidem parar, param. E até podem ficar desiludidos pela “fraqueza” durante algum tempo, mas rapidamente esquecem o episódio. Quando se tem um acto compulsivo é como experienciar uma necessidade extrema de encher, encher para lá do desconforto; continuar a encher mesmo depois do corpo protestar; e continua até ser fisicamente impossível engolir mais uma migalha que seja.

Bem, eu já tive episódios bem piores que este de terça-feira, mas este originou uma crise de choro que, apesar de me sentir embaraçada na altura, creio ter sido benéfica. Normalmente fecho-me, meio drogada, a culpar-me, a rebaixar-me, a castigar-me, e por vezes até choro – choro de raiva e ódio por mim mesma, um grande erro. Desta vez, o meu coração disparou com a ansiedade acumulada e não aguentei ficar sozinha, precisava de alguém, e quem melhor que a mãe? ;)

Foi importante desabafar. Uma das minhas maiores dificuldades é admitir para alguém que estou mal, pois sinto-me exposta, indefesa, vulnerável. Enfim, é aterrador. E é aqui que entra o lado positivo da compulsão. Todo o comportamento alimentar anormal é uma manifestação de algo mais profundo, e por isso passo a encarar as minhas “crises” como mensagens de amor do meu próprio corpo. Sim, claro, na altura quero morrer e sinto-me, desculpem, na merda. Todavia, prefiro aceita-las, analisa-las e agradecer a mensagem, já que só assim consegui pôr a vergonha de parte durante uns momentos e, entre as lágrimas, dizer a alguém que sim, sinto um vazio.

Na verdade, o choro voltou de manhã. Não chegou admitir o vazio e a falta de objectivos, e eu sabia disso. Assim, desta vez através do chat virtual (melhor que nada) lá revelei outro medo: o de sair da zona de conforto, isto é, deixar a casa, a vida segura e encarar o mundo. Por mais que custe estar longe daqueles que amamos e nos amam, por mais que custe enfrentar o medo de falhar, o pior que faço a mim mesma é permanecer nesta quase fobia social. Além do mais, tenho vontade de amar o mundo inteiro. <3

E no dia seguinte continuei a ouvir o meu corpo, e a comer sempre que ele me pedia.

Hoje sinto-me renovada, com a caminhada pela praia na companhia da Nina, que afugentou gaivotas e às tantas se perdeu :)

Love, amor, aimer, amore

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Nina

20 Out
nina

A Nina na praia

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Total recuperação dos distúrbios alimentares

17 Out

Eu acredito que é possível. Tenho de acreditar, caso contrário jamais irei alcançar a liberdade que desejo, a vida fantástica cheia de conquistas, desenvolvimento pessoal e, claro, diversão! E isto não são planos para o futuro, não é um adiar do que vou viver, mas que não posso viver enquanto estiver doente. Porque eu não estou doente, eu estou em recuperação. Acho que iniciei o meu processo de libertação na primeira vez que procurei alguma forma de viver melhor, sem obsessão em relação a comida e corpo. Já foi há uns bons anitos, acreditem, e desde então tenho tido tantas recaídas que já lhes perdi a conta. Depois de um breve período de convicção, uma alimentação equilibrada e aceitação do meu corpo, algo quebrava o ritmo e eu regressava aos velhos hábitos: ora comia compulsivamente, ora restringia o consumo calórico; ora engordava, ora emagrecia.

Aqui ficam alguns acontecimentos que me levavam de novo para doença:

  • Um comentário sobre o meu corpo;
  • Um comentário sobre o corpo de alguém;
  • Umas calças que não servem;
  • Conversas com o tema dieta;
  • Sensação de vazio e/ou solidão;
  • Medo;
  • Pensamentos negativos sobre mim;

Já várias vezes me convenci de que estas recaídas reflectem incapacidade em ter uma relação natural com a comida, ou seja, que estaria sempre presa a estes comportamentos perigosos e a viver consoante o meu ciclo:

  • se numa fase de comer compulsivo, fechada em casa com um humor de cão e ideias suicidas;
  • se numa fase de emagrecimento e controlo, confiante e sociável.

Também já me tentei convencer, várias vezes, que esta é simplesmente a minha forma de ser, aceita-lo e viver passando de um extremo para o outro continuamente.

Mas, a sério? Quero mesmo continuar a obcecar sem parar sobre comida? Quero mesmo ocupar todos os meus pensamentos com o que vou ou não comer, gastar toda a minha energia em estratégias para evitar comida ou contacto social e deixar que a minha vida seja guiada pela comida? Vou mesmo fechar-me no quarto a chorar com nojo de mim mesma ou assumir o meu lado de “cabra” aos que mais amo, só porque acho que estou demasiado horrível para que me vejam e/ou falem comigo?

Acho que não. Acho que já chega. Acho que ninguém merece viver assim, e eu não sou excepção.

Eu agora sei que não me preciso de preocupar com recaídas, fazem parte, pois estou a descobrir quem eu sou realmente, estou a deixar ir a identidade baseada nos distúrbios alimentares e a aprender a ouvir o meu corpo. E a verdade é que a cada dia que passa estou um pouco melhor. Não tenho tido compulsões, embora alguns excessos (normal, eu estou a aprender a ouvir o meu corpo e o meu corpo está a aprender a confiar em mim, que vou alimentá-lo) e, infelizmente, ainda muitos pensamentos sobre dietas, compulsões e gorda vs magra. No entanto, não tenho agido de acordo com estes pensamentos, assumo que os tenho e deixo-os desaparecer.

Espero que todos os que lerem isto e que se sintam presos nalgum comportamento auto-destrutivo, sejam transtornos alimentares ou outra coisa qualquer, tenham esperança. Se não acreditam em nada, acreditem em vocês e na vossa capacidade de ultrapassar tudo, conquistar tudo e em ser feliz.

peace, love and lots of fun

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Apanhados

15 Out

Ouvi dizer que os apanhados estão em voga este Outono/Inverno!

Estejam na moda ou não, eu não prescindo de um bom apanhado quando sinto o meu cabelo demasiado rebelde.

Aqui ficam algumas ideias:

O rabo-de-cavalo

Descontraído

Bem definido

O coque

Descontraido

Alto e ben definido

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